A ACENTUADA TRAJETÓRIA DA PROFESSORA SOCORRO DUARTE

    Sigo trazendo as biografias e pormenores das histórias de vida dos artistas e das personalidades de notório saber da nossa região. A nossa entrevistada da vez é a querida professora Socorro Duarte, persona grata, sapiente e que formou incontáveis pessoas em quase 50 anos de atuação na educação serra-talhadense.

Carlos Sett: professora, qual seu nome e quando nasceu?

    Meu nome é Maria do Socorro Duarte Freires, o sobrenome Duarte herdei do meu pai: José Luiz Duarte (in memoriam) e o Freires foi do meu esposo: Pedro Freires Sobrinho (in memoriam). Nasci aos dois dias do mês de dezembro de 1949, em Serra Talhada-PE, numa casa simples, porém aconchegante e feliz situada na Rua 15 de novembro, hoje denominada Rua Enoque Ignácio de Oliveira. Nasci ao alvorecer de uma quarta-feira, chegando ao mundo para alegria dos meus pais: José Luiz e Cecília Celestina, apelidada carinhosamente de dona Ciló”.

    Segundo ela, sua casa ficava bem próxima à Matriz de Nossa Senhora da Penha, Padroeira da cidade, desde o tempo da Fazenda Serra Talhada, hoje Concatedral. É a 1ª filha do casal, sendo este o 2º enlace matrimonial de seu genitor, tornando-se a 12ª filha dele, pois era viúvo e a sua prole do 1º casamento com dona Rita, constitui-se de 11 filhos, a saber: Augusto José Duarte, Benedito José Duarte (seu Dito), Expedita Duarte, Geralda Duarte (Nazinha), José Duarte, Luiz José Duarte (Loy Sax de Ouro), Marcos José Duarte, Maria do Carmo Duarte (dona Lia), Sebastião Duarte (Tenente Tião), Vicência Duarte (dona Nina), todos esses falecidos; desse 1º matrimônio, somente um é vivo: Raimundo José Duarte (Papaê) e reside em são Paulo.

    Ela nos explica: “do 2º matrimônio de meu pai nasceram 5 rebentos: eu (Maria do Socorro), a mais velha, Maria das Graças Duarte (falecida), Francisco de Assis Duarte, o famoso professor Didi, Pedro José Duarte (falecido) e Maria de Fátima Duarte (falecida)”.

    Seu pai é natural de Triunfo, onde era comerciante e a mãe nasceu em floresta e era tecelã. Junto com as suas irmãs trabalhavam num tear na cidade de origem. Ela com suas irmãs, vieram morar em Serra Talhada e residiam numa casa na antiga “Rua da Favela”, hoje chamada de Rua Inocêncio Gomes de Oliveira, onde exerciam a citada profissão. Teciam redes, lençóis e outros apetrechos. “Eram conhecidas como as irmãs tecelãs ou tecedeiras, numa forma popular”. Completa a professora e segue:

    “Portanto, dos 2 casamentos do meu pai fomos 16 filhos. Quanto a minha mãe, Cecília Celestina Duarte, dona Ciló, foi uma mãe maravilhosa, e acima de tudo uma mulher querida, extraordinária, tranquila, amorosa, prudente e cativante. Imaginem, que todos os enteados gostavam dela; e ficavam admirados com a paciência com quê lidava com os netos e bisnetos do meu pai, percebam que não eram poucos. Foi uma verdadeira guerreira, mulher sábia e temente a Deus”.

 
    Sobre o a escolha de seu nome ela diz: “minha mãe me deu este nome por causa de uma promessa que ela fez a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Esse nome tem duas significações: começando por Maria, que vem do Hebraico e significa: senhora, soberana, vidente ou pura. É um nome muito popular e carrega consigo uma forte ligação com a figura religiosa de Maria de Nazaré, a mãe de Jesus, considerada uma das figuras mais importantes do cristianismo. Quanto ao Socorro, o nome deriva do verbo socorrer, que significa ajudar, auxiliar ou prestar socorro; carrega uma conotação de auxílio e proteção. Socorro é normalmente aglutinado com o nome Maria”.

    A professora relembra que desde criança brincava de escolinha e sempre vivenciava o papel da professora junto às coleguinhas. Pondera ainda, que com seus amigos e amigas de infância, também brincava: de bola, cantigas de roda, amarelinha, pula corda, dramatizações, cantoria nas calçadas, entre outras formas lúdicas e brincadeiras infantis.

Carlos Sett: dona Socorro, em quais escolas e faculdades vossa senhoria estudou?


    “Quero dizer que tive uma infância muito feliz, graças a Deus! Estudei desde o jardim/alfabetização até o Magistério na Escola São Vicente de Paulo e no Colégio da Imaculada Conceição – CIC. Só fiz a Exame de Admissão no Externato Domingos Sávio, com dona Zuleide Feitosa, os demais foram no CIC. Em 08 de dezembro de 1968 colei grau, recebendo o “Diploma de Professora” no curso de Magistério. Minha formação de nível superior foi na FAFOPST - Faculdade de Formação de Professores de Serra Talhada, nessa egrégia casa fiz meu Curso de Letras, graduando-me em Licenciaturas, Curta e Plena, com muito orgulho. Depois de um tempo cursei Pós-graduação em Metodologia do Ensino Superior, pela UPE - Universidade de Pernambuco e fiz Especialização em Linguística, Língua Portuguesa e Literatura, pela UFPB - Universidade Federal da Paraíba, onde também conclui o MINTER em Literatura, Nivelamento de Mestrado Internacional”. Relata sobre sua formação profissional e acrescenta:

    “Concluí o Mestrado em Ciências da Linguagem pela Flórida Christian University dos EUA, Pós-graduação em Educação Global, Inteligências Humanas e Construção da Cidadania na FADIRE - Faculdade de Desenvolvimento Integral Regional com créditos para a Faculdade de Ensino Superior do Nordeste – UNIFUTURO - Centro de Pós-graduação Latu-Sensu. Obs.: fiz o Projeto para a defesa, mas não defendi a mesma por motivos de doença”.

    No dia 18 de dezembro de 1977 casou-se com o comerciante Pedro Freires Sobrinho, natural de Triunfo. “Nosso casamento aconteceu num dia de domingo na Matriz da Penha. Essa Igreja foi local de quase todos os melhores momentos da minha vida. Ali, meus pais se casaram, eu me batizei, fiz minha 1ª Eucaristia, me crismei, me casei, batizei 2 filhos. Tive 5 filhos, porém Deus levou 3 prematuramente e nos deixou com dois: José Marcondes Duarte Freires e Jadeílson Marcos Duarte Freires, o caçula; o 1º graduou-se em Matemática, mas optou por ser comerciante, enquanto o 2º fez Biologia, e depois Ciência da Computação, optando por essa última área. Então, Marcondes seguiu na profissão do pai e Jadeílson exerceu a profissão de professor no Colégio da Imaculada Conceição, saindo de lá, tornou-se Diretor de Tecnologia da Secretaria Municipal de Educação e Designer da FAFOPST”.

    Seus filhos lhe deram 5 netos: Hércules e Hérica Yasmim, Breno Gabriel, Jamilly Michaelly e Jldshelly Maria. “5 bênçãos de Deus na minha vida. Eu e Pedro passamos 37 anos e 7 meses casados, mas no dia 21 de julho de 2013, Deus o chamou, deixando-me viúva e saudosa. Considero-me uma mulher forte e temente a Deus, tenho muita fé e sou grata por tudo na minha vida, pois sei que o Pai celestial me ama, me fortalece e me segura pela mão em todos os momentos que necessito d’Ele; então, preciso agradecer sempre”. Relata convicta.



 

 Carlos Sett: compartilhe conosco um fato engraçado ou curioso que viveu?

    São tantos (risos)… vou lhes contar algo ocorrido no dia meu casamento. Pois bem, arrumei a Igreja com todo carinho e marquei o horário para não coincidir com outros casais, pois às vezes se faziam vários matrimônios no mesmo dia. Porém, Pe. Jesus demorou um pouco além da conta para chegar e quando apareceu foi com as feições nada amigável. E outra: já haviam 9 casais de noivos a sua espera. Então, ele mandou formar um círculo para iniciar a cerimônia e perguntou se tinha alguém que não havia se confessado. Um dos noivos falou que não. Pronto, aí o padre se zangou de vez e saiu da Igreja alegando que não casava noivo sem se confessar… olhe, virou uma cena de novela: foi um disse me disse, uma noiva desmaiou de fome, gente reclamando da falta de consideração do padre. Foi um valha-me Deus mesmo. Só conseguimos nos casar naquele dia, porque meu irmão e padrinho Augusto Duarte, por quem o padre tinha grande consideração, foi lá, falou com ele, argumentou, disse que eu, sua irmã, estava entre as noivas, que desde cedo o esperava... só assim, ele voltou e celebrou os casamentos. Tudo isso, porque eu queria me casar num domingo. E na hora das fotos? Outra confusão para ninguém sair de “bico” ou “penetra” na foto dos outros… (risos), pense na peleja!

Carlos Sett: quando e onde começou a lecionar?

    Iniciei o exercício de minha profissão como Professora em março de 1969, quando fui nomeada para lecionar no distrito de Logradouro, onde trabalhei até 1972. Lá alfabetizei crianças, adolescentes, jovens e adultos. Além de ensinar crianças de 1ª a 4ª série, trabalhei no MOBRAL, que foi o “Movimento Brasileiro de Alfabetização”, programa criado pelo governo militar do Brasil em 1967, com o objetivo de erradicar o analfabetismo entre jovens e adultos. Funcionou até 1985 e foi influenciado pelas ideias de educação popular com a pedagogia de Paulo Freire (1921-1997), educador e filósofo brasileiro, conhecido pela sua pedagogia libertadora e método de alfabetização de adultos. Nascido em Recife, sua obra mais famosa é “Pedagogia do Oprimido”, um marco no pensamento pedagógico mundial”.



Carlos Sett: a gente escuta muito falar de MOBRAL, que bom esse esclarecimento, quantos anos ficaste ensinando na zona rural?

    “Trabalhei no MOBRAL com muito orgulho e satisfação durante o ano de 1969 e metade do ano de 1970, graças a Deus. E fiquei no Logradouro até 1972, trabalhando com crianças e adolescentes de 1ª a 4ª série. Sempre gostei de ensinar com músicas e gostava de fazer paródias para ensinar cantando. Era uma forma versátil e lúdica de atrair os alunos, tornando as aulas mais atrativas para o aprendizado. Além disso, eu também gostava de vivenciar as datas comemorativas, preparar os alunos para a 1ª Eucaristia e o Sacramento do Crisma, também organizava quadrilhas juninas, etc”.

    Foi numa dessas promoções e comemorações, que ela planejou a celebração do Crisma de vários jovens do Logradouro e da vizinhança. “Falei com o padre Jesus para convidar o Bispo Dom Francisco para ir até à localidade, nosso “profeta do sertão”, como ficou conhecido, era solicito e aceitou. Qual não foi a surpresa da comunidade quando viram chegar pela 1ª vez um Bispo naquela redondeza. Todo mundo ficou estarrecido, boquiaberto pelo feliz acontecimento. Foi deveras, um momento maravilhoso e inesquecível para todos”. Relembra.

    Em julho de 1972, recebeu a transferência para Serra Talhada e passou a lecionar na Escola Mínima Maria José de Sá Ferraz, no bairro da CAGEP, depois, mudou para a Escola São Vicente de Paulo (sua escola de origem). Em seguida é transferida para Escola Manuel Pereira Lins. “Ensinei também no curso de Magistério da Escola Methódio de Godoy e por fim, na Escola Solidônio Leite, onde me aposentei. Todavia, continuei lecionando no Colégio da Imaculada Conceição – CIC (outra escola do coração), no qual trabalhava com as seguintes disciplinas: Língua Portuguesa, Literatura Brasileira e Redação. Também ensinei no Colégio de aplicação da da AESET”. Pontua a mestra.

Carlos Sett: a senhora é bastante conhecida por tua atuação magistral na FAFOPST, seu ingresso como mestra nesta Instituição de Ensino Superior, aconteceu em que ano?

    “Em 1989 veio o convite para trabalhar na FAFOPST, nossa querida Faculdade e com muita alegria aceitei e fui contratada. Em 1998, abriu concurso professor, o fiz e fui aprovada. Lá trabalhei lecionando as disciplinas: Língua Portuguesa, Literatura Brasileira, Literatura Portuguesa, Linguística e Oratória. Depois de alguns anos tornei-me Coordenadora do Curso de Letras, então fiquei com 50 aulas e dedicando o restante da carga horária à Coordenação. Após isso, fui eleita diretora adjunta da IES, mas voltei para a Coordenação e logo depois me aposentei no ano de 2017”.

    Durante o tempo que ela trabalhou na AESET/FAFOPST, participou de muitos eventos e fez vários cursos. Além de Participações em mesas-redondas com debates, apresentações, palestras, fóruns, simpósios, formações de professores, apresentações e orientações de projetos dos mais diversos: “dentre estes quero destacar um que foi elaborado pelos alunos do Curso de Letras, sob minha orientação cujo título é: “Um Estudo de Variações Linguísticas de Algumas Cidades e Estados Nordestinos”. Esse projeto foi apresentado na FUNESO em Olinda/Recife para o PIBIC e obtivemos muito êxito. Dele resultou um minidicionário de Linguística que ficou nos anais do PIBIC.


Proferi palestras com vários temas, como:

* Ensino, Pesquisa e Extensão;

* Rubem Alves: Uma Perspectiva Inovadora na Formação Docente;

* A História da Língua Portuguesa: Avanços e Impasses;

* O Enigma da Língua Portuguesa: O Que Ensinar e Como Ensinar?;

* Alfabetização e letramento no Contexto Atual Sob uma Perspectiva Linguística;

Mesas-redondas – Temas: Linguística, Língua Portuguesa e Ensino e, Linguagem, Língua e Fala. Fui professora da AESET/FAFOPST durante 29 anos com muito orgulho e satisfação, eu agradeço a Deus por esse privilégio, pois acredito que dentro do possível dei a minha contribuição àquela Instituição de Ensino Superior”.

Carlos Sett: sua trajetória como educadora é de fato acentuada, tem algo mais que gostaria de destacar?

    “Creio que nasci vocacionada para este fim.

    Sim, preciso destacar alguns fatos relevantes desta minha trajetória como professora. Um deles, é a Banca de Reforço e Preparatória para Vestibulares, onde ministrava aulas de reforço nas áreas de Português, Redação e Literatura a alunos da 5ª a 8ª série e, também do Ensino Médio. Preparava turmas para o Vestibular com um Curso Preparatório, o qual contava com diversos professores da cidade: Prof. Didi, Prof. Orlando, Drª. Socorro, Prof. Ferreira Jr., Prof. Feitoza, Prof. Marcos Aurélio, Prof. Alessandro. Profª. Mabel e Alejandro (in memoriam), sinto-me bastante feliz e envaidecida ao falar dessa Banca e desse C

urso, pois obtivemos muito êxito.

    Muitos engenheiros, médicos, médicas, odontólogos, oftalmologistas, terapeutas, enfermeiras e enfermeiros, advogados, policiais, novos professores, entre outras categorias de vestibulandos foram nossos alunos e hoje são profissionais capacitados no mercado de trabalho.

    Então, nos sentimos felizes com esse fato. Graças a Deus! Por onde passo recebo agradecimentos por ter contribuído na formação de tanta gente. Sou uma pessoa realizada, pois fiz o que amei e sou amada pelo que fiz. Essa Banca de Estudos foi fundada por mim em 1996 e perdurou por 13 anos. Iniciei sozinha (solo) dando aulas de Português, Redação e Literatura, porém percebi que os alunos queriam estudar outras disciplinas. Então convidei outros professores, os citados acima e criamos um cursinho preparatório para vestibular. A banca teve como título “Banca de Estudo Novo Horizonte” e graças a Deus deu certo tornando-se conhecida.    


    Outro fato que merece acentuado que merece ser citado aqui, foi o convite recebido em março de 2010, do então Secretário Municipal de Educação Israel Silveira, o qual me escolheu para fazer parte de sua equipe na função de “Diretora Pedagógica de Ensino/Aprendizagem” do referido órgão. Esse convite deixou-me agradecida e lisonjeada, mas, um pouco apreensiva devido a sua dimensionalidade. Todavia, sou uma educadora e me especializei para contribuir na melhoria das políticas publicas da educação e sempre estive preocupada com esse aspecto. Então encarei a missão com muita responsabilidade, coragem e disposição. Ali trabalhei por quase 6 anos, formando uma Equipe muito comprometida para fazer cumprir o nosso objetivo de crescer e melhorar a Educação no Município.

    Começamos pela Base, modificando o aspecto da Alfabetização, seguindo os procedimentos adotados pela Educadora Emília Ferreiro e observando o Sistema Educacional Vigente. Fomos adicionando o que era viável para a melhoria dos nossos discentes, sempre contando com o aval do Secretário. E assim, obtivemos bons resultados. Fizemos um trabalho exitoso, no qual escolas que estavam com média 3,0 passaram à média 5,5 e outras para 7,3, graças a Deus. Foi um trabalho conjunto, para isso preparamos capacitações e encontros com educadores, pais, e toda uma mobilização, pois educação se faz com a união de todos, crescendo juntos. Uma pessoa se constrói nas escolhas que faz, não nos movimentos de transferência de responsabilidade, mas no plano de assumir as suas decisões.

    Enfim, durante toda a minha vida contribuí com a Educação do nosso município, do nosso Estado e da comunidade em geral, buscando formar bons profissionais e cidadãos conscientes. Todavia, o processo de construção de qualidade não termina nunca. Quando avançamos alguns passos, o objetivo se afasta e as demandas aumentam, ou seja é um serviço contínuo e que está em constante mudança e evolução.

Carlos Sett: que pergunta eu deveria ter feito e não fiz?

    “Quero dizer algumas coisas sobre a minha crença religiosa e outros aspectos, posso?”

Carlos Sett: claro professora, esteja à vontade.

    “Talvez já tenham percebido, venho de uma família muito religiosa, na qual a maioria é católica e eu, graças a Deus sou católica seguidora de Cristo e devota de Nossa Senhora da Penha e de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Desde cedo aprendi com meus pais, que eram devotos, a amar a Deus acima de tudo e valorizar a religião. Eles nos levavam à missa todos os domingos e dias santos. Meu pai era devoto de Nossa Senhora das Dores, por ser triunfense, porém tornou-se também devoto da Mãe da Penha e de São José. Aos 3 meses fui batizada, aos 7 anos fiz a minha 1ª Eucaristia e aos 13 me Crismei.

    Meus padrinhos de batismo foram meu irmão Augusto Duarte e a minha cunhada Luzanira Filgueira Duarte; minha madrinha da 1ª Comunhão foi minha irmã Expedita Duarte; minha madrinha de Crisma foi minha tia, Adalvina Celestina (irmã de minha mãe) pessoa fervorosa e temente a Deus.

    Desde que iniciei minha vida profissional, também exerci funções religiosas, sendo a catequista dos meus alunos. Fui Ministra da Eucaristia no tempo em que Dom Egídio era pároco e pertenço a PPI - Pastoral da Pessoa Idosa, onde sou Líder e acompanho 12 idosos. Quando criança e jovem fazia parte do Coral Rosa Pau-ferro e, participei de muitas coroações de Nossa Senhora no mês de maio. Sou também simpatizante da Ordem 3ª Franciscana”.

Carlos Sett: qual a sua cadeira e o seu patrono na Academia Serra-talhadense de Letras – ASL, nossa insigne entidade das letras e artes?

    Sou imensamente grata e me sinto privilegiada em compor o quadro de associados desta célebre entidade, desde sua fundação (2001), na qual ocupo a cadeira de número 2, cujo Patrono é o ilustre pernambucano Nelson Rodrigues (1912-1980), jornalista, dramaturgo e escritor, nascido no Recife e criado no Rio de Janeiro.

Carlos Sett: a senhora possui livros publicados, quais títulos?

    “Livro solo, apenas 1 até o momento, “Reminiscência de Uma Educadora” publicado em 2014; participo das coletâneas/antologias lançadas periodicamente pela ASL, temos 4 livros; publiquei vários cordéis literários e tenho textos em livros de outros autores serra-talhadenses. Atualmente estou escrevendo um livro voltado para a “Gramática da Língua Portuguesa”, estudada e tratada com leveza, mas com seriedade e responsabilidade. Nesse livro tento apresentar a gramática de forma lúdica, com músicas.

 Tenho também um caderno contendo muitos poemas que penso em publicar. Quanto aos temas que abordo nos meus escritos, são diversificados, pois sou eclética nesse sentido, falo em Deus, nos sentimentos, em política, no amor, em educação, na família, na natureza, em escola, nas amizades, etc”.

    A professora já recebeu várias homenagens e inúmeros títulos pelos valorosos serviços prestados à educação em sua carreira de magistério. Ela, realmente, é merecedora de honrarias e quando essas certificações são prestadas em vida, a satisfação é dobrada. Deixo aqui, o meu carinho e agradecimento pela oportunidade desta entrevista e de poder disponibilizar para o mundo através da internet sua história de viva. Rogo votos de saúde e de vida plena à querida professora Socorro Duarte.   

Carlos Sett: que mensagem deixa para os leitore(a)s do nosso Blog?

    “Primeiro quero deixar minha mensagem de agradecimento a Carlos Sett, por me convidar para este momento, o qual deixou-me lisonjeada e feliz. Segundo dizer para todos: fale a Deus em suas orações sobre o que sente e o aborrece; peça a Ele força para resistir às intempéries da vida, mas não desista de lutar pelo que você deseja, e principalmente pela vida que é o nosso maior tesouro. Aprenda a pedir e a esperar o momento exato para receber os benefícios que você reclama. Espere com paciência que os frutos amadureçam para poder apreciar devidamente sua doçura”. (Maria do Socorro Duarte Freires)

Por Carlos Sett


Comentários

  1. Parabéns Carlos Sett por nós trazer tantas histórias da vida real de pessoas queridas. Parabéns pela sua história de vida dona Socorro Duarte.

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