O MASSACRE DE ANGICO – A MORTE DE LAMPIÃO - 100 ANOS DO FOGO DA SERRA GRANDE.
Temporada 2026
A temporada do MASSACRE DE ANGICO – A MORTE DE LAMPIÃO – 100 ANOS DO FOGO DA SERRA GRANDE chega chegando, como falamos no sertão, com uma repaginada meticulosa para cada cena e alteração no elenco.
No contexto histórico traremos à memória dois marcos memoráveis na história do cangaço lampiônico: Os 100 anos do fogo da Serra Grande. É uma história que vamos buscar em 1926. Na folhinha do calendário marcava 26 de novembro. Ali começava a consolidar-se a figura de Virgolino Ferreira como o grande estrategista da guerrilha nas caatingas e carrascais sertanejos. O bando composto por cerca de 60 (sessenta) cangaceiros subiu a serra e prevendo a persiga de grande força volante com mais de trezentos soldados em seu encalço, preparou mortal emboscada a partir de sua localização privilegiada, que permitia uma visão completa do campo da batalha.
Com quase dez horas de fogo serrado, com o combate iniciando depois das oito da manhã e estendendo-se até o anoitecer, o que se viu foi a ampla vantagem numérica das forças volantes fugir em debandada, acossada pela estratégia cangaceira.
Após essa empreitada, Lampião escreve uma mensagem para o Governador de Pernambuco dividindo o estado de Pernambuco em duas partes, conforme a carta baixa:
“Senhor governador de Pernambuco,
Faço-lhe esta devido a uma proposta que desejo fazer ao senhor para evitar guerra no sertão e acabar de vez com as brigas. Se o senhor estiver no acordo, devemos dividir os nossos territórios. Eu que sou capitão Virgolino Ferreira Lampião, Governador do Sertão, fico governando esta zona de cá por inteiro, até as pontas dos trilhos em Rio Branco.
E o senhor, do seu lado, governa do Rio Branco até a pancada do mar no Recife. Isso mesmo. Fica cada um no que é seu. Pois então é o que convém. Assim ficamos os dois em paz, nem o senhor manda seus macacos me emboscar, nem eu com os meninos atravessamos à extrema, cada um governando o que é seu sem haver questão. Faço esta por amor à Paz que eu tenho e para que não se diga que sou bandido, que não mereço.
Aguardo a sua resposta e confio sempre.
Capitão Virgolino Ferreira Lampião, Governador do Sertão”
Portanto, é para celebrar nossa história, que propomos MASSACRE DE ANGICO – A MORTE DE LAMPIÃO – 100 ANOS DO FOGO DA SERRA GRANDE.
Quanto ao contexto no todo, a trama do espetáculo gira trazendo a saga de Virgolino Ferreira da Silva, que saltou pra dentro da História com o apelido de LAMPIÃO, culminando com o terrível encontro entre militares do Governo Getulista e os cangaceiros, na madrugada do dia 28 de julho de 1938, na grota de Angico, em Sergipe, praticamente pôs fim à chamada Era do Cangaço.
Em meio àquelas árvores retorcidas da caatinga e resultando num verdadeiro banho de sangue no sertão nordestino, 11 integrantes do afamado bando, incluindo o casal líder Lampião e Maria Bonita - foram mortos e tiveram suas cabeças decepadas.
Esta tragédia verdadeira é o tema do grandioso espetáculo ao ar livre e gratuito “O Massacre de Angico – A Morte de Lampião”, concebido a partir do escrito pelo pesquisador do Cangaço, Anildomá Willans de Souza, natural de Serra Talhada. Mas o “molho” que rege toda esta história é o perfil apresentado deste homem símbolo do Cangaço, visto por um outro viés, bem mais humano, “mostraremos ao público um Lampião apaixonado, que sente medo, afetuoso, que não era somente a guerra travada contra os coronéis e fazendeiros, contra a polícia e toda estrutura de poder, mas um homem que amava as poesias e sua gente”, revela o autor.
Com cenas de relances quase cinematográficos, “O MASSACRE DE ANGICO – A MORTE DE LAMPIÃO – 100 ANOS DO FOGO DA SERRA GRANDE” reconta a vida do Rei do Cangaço, desde o desentendimento inicial de sua família com o vizinho fazendeiro, Zé Saturnino, ainda em Serra Talhada. Para evitar uma tragédia iminente, e que de fato aconteceu, seu pai, Zé Ferreira, fugiu com os filhos para Alagoas, mas acabou sendo assassinado por vingança. Revoltados e para fazer justiça com as próprias mãos, Virgolino Ferreira da Silva e seus irmãos entregaram-se ao Cangaço, movimento que deixou muitos políticos, coronel e fazendeiro apavorado nas décadas de 1920 e 1930 no Nordeste.
Mas até sua morte, outros fatos importantes da trajetória desde homem que marcou a história do Brasil, afamado como herói e bandido, são revelados, como seu encontro com Padre Cícero para receber a patente de capitão do Exército Patriótico; as demonstrações de liderança e guerrilha nas visitas aos sete estados do Nordeste; seu amor à esposa, Maria Bonita, com frases poéticas ditas à luz do luar; a festa da "cabroeira" dançando xaxado e coco; e até a traição de Pedro de Cândida, coiteiro que foi torturado pelos militares e acabou entregando o local de repouso dos cangaceiros em terras sergipanas (Lampião foi assassinado aos 41 anos. Maria Bonita estava com 27).
No elenco, atores da própria Serra Talhada, mas também do Recife, Feliciano Felix, faz o Getúlio Vargas, de Limoeiro, o Jadenilsom Gomes vive o Padre Cícero, além da atriz Bruna Florie, que interpreta Maria Bonita e João Diniz, que faz Luís Pedro, que são naturais de Triunfo. O ator e dançarino Karl Marx, vive o protagonista Lampião. “Para mim, que sou da terra de Lampião, que nasci e me criei ouvindo histórias sobre esses homens que escreveram nossa história com bravura, suor e sangue, me sinto feliz e orgulhoso pela oportunidade de manifestar seu lado humano, suas emoções, seus medos e todos os elementos que o transformaram nessa figura mítica. Este trabalho é mais do que um desafio profissional. É quase uma missão de vida, ainda mais quando se trata de Cangaço, tema polêmico que gera divergências, contradições e até preconceitos”.
Ambientada em cima de uma ribanceira de terra batida (mas sem ser necessária a itinerância do público e com visão privilegiada para todos), durante 2h a encenação acontece, contando com uma arrojada trilha sonora, iluminação detalhista e muitos efeitos especiais.
A realização é da Fundação Cultural Cabras de Lampião, com patrocínio do Shopping Serra Talhada, com incentivo do Banco do Nordeste / BNB, Lei Rouanet, Governo Federal, Secretaria e Cultura / Fundarpe / Governo do Estado de Pernambuco e Prefeitura Municipal de Serra Talhada, Fundação de Cultura, além de diversas empresas locais.
A expectativa é reunir mais de trinta mil pessoas nos cinco dias da temporada. À frente da encenação, que conta com 30 atores e 70 figurantes, além de 40 profissionais na equipe técnica e administrativa, está um mestre de grandiosas produções teatrais ao ar livre no Estado, o diretor e ator Izaltino Caetano.
SERVIÇO:
A temporada será 22 a 26 de julho de 2026.
Hora: às 20h.
Local: Estação do Forró (antiga Estação Ferroviária).
ENTRADA GRATUITA.
MAIS INFORMAÇÕES:
MUSEU DO CANGAÇO / FUNDAÇÃO CULTURAL CABRAS DE LAMPIÃO
CLEONICE MARIA / ANILDOMÁ WILLANS DE SOUZA / KARL MARX
TEL: (87) 99938 6035 / (87) 99918 5533 / (87) 98804 3195.
E-mail: cabrasdelampiao@gmail.com

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